Justo Veríssimo...

Por algum tempo hesitei em escrever sobre a Prefeitura e o Prefeito de Nazária. E assim o fiz porque as leis do bom senso ensinam que um governo não deve ser analisado antes de seis meses de comando. Mas agora que se passaram os seis meses, pode-se tranquilamente fazer qualquer tipo de análise deste 'governo' (GOVERNO?). Nazária foi emancipada em 2007 e em 2008 teve sua primeira eleição. Foi, portanto a primeira vez que os moradores da cidade de Nazária foram às urnas pra escolher um prefeito e seus vereadores. Os candidatos a prefeito eram dois e a vereadores, pasmem, eram mais de 90, disputando cerca de 6500 eleitores. Pois bem, o certo é que vieram as eleições e o Empresário Ubaldo Nogueira foi eleito o prefeito de Nazária, a caçulinha do país. Ubaldo, com perfil de homem trabalhador e que há quase vinte anos ajudava a população da cidade, quando esta ainda era apenas povoado. Ubaldo tinha como slogan "Juntos construiremos uma nova história". E foi exatamente por isso que ele foi eleito. Pra construir uma nova história, colocar Nazária entre as grandes cidades do Piauí. O certo é que com o passar do tempo, Ubaldo Nogueira tem se mostrado falho e de algum modo incapaz de trazer à cidade o desenvolvimento que sua população esperava. Loteou os cargos da prefeitura, entregando-os a alguns que lhe deram apoio e a muitos que estavam no lado da oposição, independentemente da competência dos mesmos para comandar qualquer coisa. Entregou o cargo de Secretário de Administração ao seu motorista e fiel escudeiro. E sem brincadeira, amigos, estes dias li um documento enviado pelo secretário ao STF e agora eu sei por que a maioria dos pedidos de reparo em uma decisão judicial são negados. São frases até legíveis, no entanto, difíceis de serem entendidas. São frases que não dizem coisa com coisa. Sem coerência. Pode-se dizer também do secretário que ele pouco entende de administração pública. Aliás, administração pública é o fraco dessa gestão e seus comandados ou comandantes, afinal não se sabe muito bem quem manda na cidade. Passam por cima de tudo enquanto é princípio administrativo. Pobre princípio da moralidade. É cada coisa imoral que acontece naquele município. A Educação, que defendo como o bem maior pra este país é totalmente desrespeitada. Professores mal pagos. Salários em atraso, professores sem qualificação, a ponto de escrever 'sentar' com 'C'. Isso mesmo. E olhem que o secretário tem tentado encontrar um bom caminho para a educação do município, mas esbarra na burocracia e desmandos de alguns assessores da prefeitura que mamam nas tetas do Poder e se acham maiorais a ponto de mudar datas e horários de reuniões marcadas pelo secretário. Diz-se inclusive que ele pensa em sair do cargo. A merenda escolar até bem pouco tempo atrás era entregue no mesmo caminhão que transportava lixo, time de futebol, irmãos da igreja, amigos que acompanhavam defunto até o cemitério. O carro era usado pra tudo, amigos. E depois de sete meses em que não há uma obra importante no município e muito menos a conclusão da sede da prefeitura, percebe-se que o prefeito e seu grupo não têm cacife pra governar o município e dá ao povo nazariense a dignidade e a qualidade de vida merecida. Qualquer um que passe por nazária ou fale com um nazariense notará que o o prefeito governa de costas para o povo, para a câmara devereadores e saberá também que ele passa por cima dos compromissos assumidos.
O Prefeito comporta-se como o lendário Justo Veríssimo, personagem de Chico Anysio, que se julgava o detentor mor do poder e agia de forma a acuar fosse como fosse aqueles se opusessem aos seus atos ou falta de atos. Mestre na arte da truculência, arrogância, arbítrio e desrespeito aos princípios da administração pública. Por falar em arrogância, truculência e outras coisas mais, lembrei-me de um fato ocorrido nos festejos da cidade mês passado, quando alguns partidários mais exaltados do prefeito resolveram tomar o microfone das mãos de um dos moradores mais ilustres e conhecidos da cidade, o senhor Raimundo padre. Segundo um amigo, esse fato ocorreu porque o senhor Raimundo falou o nome de Demerval Silva, adversário político do Prefeito. Disse também que o prefeito acusou os padres da região de serem cabos eleitorais de Demerval Silva. Demerval é o candidato que perdeu as eleições, no entanto, põe um certo medo no prefeito, pois este vive assombrado com a presença de Demerval ou aliados do mesmo. Diz-se que o prefeito foi atrás de seu Raimundo a fim de dá-lhe um emprego, no entanto, Raimundo foi categórico e não aceitou a proposta, que seria uma espécie de retratação. A proposta foi a prova da arrogância do Prefeito e a recusa a prova de que o dinheiro pode comprar voto e apoio político, mas não compra a dignidade de um homem honrado. O descaso da atual gestão de Nazária não pára por aí não. Como diz o senador Mão Santa, a folha do executivo está cheia de nomes de pessoas que entraram pela porta larga da traquinagem. Vejamos, a prefeitura gasta cerca de 20 mil reais com cargos comissionados. E tem casos que seriam de rolar de rir não fosse a gravidade das situações. Como diz minha professora de economia da Uespi, são casos que beiram o tragicômico. Por exemplo, a prefeitura deixou de pagar alguns talões de energia, que chegam ao valor de apenas cinco reais. E isso resultou no corte de fornecimento de energia do chafariz de um povoado da Cidade. Pra que tenhamos uma ideia, a gestão que antes tinha status de quase unanimidade por ter apenas um vereador de oposição, conta hoje com quatro opositores e apenas cinco vereadores na situação. Por falar na câmara, espera-se que os vereadores tomem as devidas providências, pois não se pode permitir que um município que acaba de nascer como Nazária seja vítma de desmando e de maus gestores... P.s.: CONTINUA... A Todos um excelente domingo e uma própera semana! Abraços!
Escrito por Gildean Tiago às 02h47
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